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Izabel volta ao Mar Mediterrâneo! Imprimir E-mail
Por José Geraldo Pimentel   
11 de junho de 2009

Arquivo Pessoal


Boletim n.º 29 – Transat 6,50 Charente-Maritime/Bahia 2009

A Izabel mesmo qualificada para a regata Transat 6,50 Charente-Maritime/Bahia 2009 não pára um momento.

Treina e vai verificando as deficiências do barco, corrigindo-as para a grande final em setembro.

Cada regata que participa novos problemas são detectados e sanados. O Petit Bateau saiu do estaleiro com falhas causadas pela má interpretação do projeto. Os construtores se perderam no emaranhado dos desenhos e cálculos numéricos. Resultado: Os problemas vão surgindo, causando despesas extras e muitas dores de cabeça. É aquela história: acreditar nas pessoas erradas, dá nisso. Se não fosse o seu espírito patriótico em fazer questão de participar das regatas com um barco brasileiro, estaria livre de muitos problemas, desgaste emocional e esgotamento físico. Ela teve nas mãos um barco aprovado em inúmeras travessias do oceano, o número ‘UM’ da Classe Mini, - o Vanguard 1, - comprado na França; construído por um grande projetista francês; mas passou-o à frente, na convicção que tinha acertado em mandar construir no Brasil um barco com a chancela nacional. Ledo engano! O barco é resistente para longas travessias; mas é moroso e pouco competitivo para participar de regatas.

A Izabel não conta com praticamente nenhuma estrutura. É ela e a sua determinação. Quando liga para casa sinto pela voz o seu drama. Mas ela sempre se supera, e horas depois volta cheia de entusiasmo. Quase se desculpando. Lembra o ginasta Diego Hipólito se desculpando com o Brasil depois do tombo na Olimpíada da China. Sinto nela o espírito de um verdadeiro capitão. Ela jamais abandonaria o barco em alto mar. Antes da segunda travessia do Atlântico, estava programado que o barco deveria regressar ao Brasil de navio, mas não permitiu. Voltou pilotando o barco e teve uma ótima performance na travessia. Nesta terceira travessia, escolheu a rota mais longa, seguindo toda a costa brasileira até o extremo Norte do país, no Amapá, para depois se projetar na direção do Arquipélago dos Açores. Foi uma opção técnica, driblando as correntes marítimas inter-tropicais. Se lhe falta estrutura, sobra vontade de seguir em frente. Não desiste nunca!

O pessoal que compete na França está perto de casa. Conta com assistência técnica, que o acompanha ao longo das regatas. Ao aportar se hospeda em pousada ou casa alugada previamente. Descansa. Comida desidratada só vê no barco. O desgaste físico e mental é menor. Noventa e nove por cento são navegadores com longa tradição de mar, ou filhos; acostumados com os acidentes geográficos e marinhos da região. E não têm problemas de comunicação. Seus barcos são construídos por profissionais do ramo. Leves e preparados para o fim a que se destinam: a competição. Olhando uma foto da Izabel com o seu barco singrando os mares da Europa, senti uma grande tristeza. Minha filha não é só uma navegadora. É uma heroína! Uma heroína solitária!

Segunda-feira, dia 8, por volta das 07:15 hs (horário de Brasília) a Izabel fazia contato com o Brasil e dizia estar em Breizh, em Douarnenez, aguardando um vôo para Marseille. Uma hora e quarenta minutos de vôo, e mais duas horas de viagem de trem até Sète, no Mar Mediterrâneo, onde iria agilizar a confecção de umas peças para adaptar no barco. A semana passada quando estivera em Sète, no estaleiro Chantier Naval Rive Sud, para construir a porta da cabine, levara treze horas viajando de trem. Desta vez preferiu chegar mais rápido, fazendo parte da viagem de avião. Esperava alcançar o seu destino por volta das dezoito horas. Volta a Douarnenez na segunda-feira próxima.


Mensagem da Izabel

“Oi galera, a três meses da Minitransat, nada como um Blog para tentarmos encontrar soluções para melhorar a performance do Brasil na minitransat.

Problemas e soluções
:
1) Velas velhas: o Petit Bateau em julho ganha 3 velas novas, uma genoa, uma grande e um spi. Feitas pela Delta francesa com o melhor material do mercado.
2) Leme ruim: O Petit em julho ganha leme de carbono feito pelo construtor dos barcos do arquiteto Samuel Manuard.
3) Ferragens: Nessa regata 5 polias romperam; fatiga de material. A Holt Nautos já enviou e recebi todas as ferragens para substituição.
4) Brandais móveis: pirateei de outros barcos e estou indo fazer um novo.
5) Bolinas: Estou indo ao Mediterrâneo negociar para conseguir fazer por um preço menor. 5.000 euros é muito caro. Mas sem as bolinas continuaremos com o maior problema do Petit: a orça.
6) Orça: Maior problema do Petit Bateau. O ângulo entre um bordo e outro 130 a 140 graus, o barco não orça; os outros barcos têm 84 graus. Falei como Paulo Ribeiro, técnico da seleção olímpica feminina de vela. A bolina e as velas velhas podem ser as causas desse problema.
7) Pouco vento: Ai não tem jeito; é subir panos e tentar resolver o problema da orça. Em ventos favoráveis esse problema consegue ser minimizado.
8) Izabel Pimentel: Estou treinando direto e tentando viabilizar a vinda de Paulo Ribeiro para a Franca e me preparar 10 dias. Em agosto tenho treinos em uma escola de vela em La Rochelle.

Agradecia sugestões, principalmente, quanto ao problema da orça.

Performance do barco Petit Bateau (março de 2007 a junho de 2009):
- 1.600 milhas do Rio de Janeiro à Ilha d Trindade – Macaé.
- 600 milhas em regatas na Europa.
- 4.300 milhas na segunda travessia do Atlântico.
- 1.350 na costa do Brasil.
- 3.000 Rio de Janeiro - Refeno - Rio de Janeiro.
- Mais de 6.000 milhas nesta terceira travessia do Atlântico.
- 1.400 milhas entre regatas e transporte do barco até as regatas.
Ao todo o Petit Bateau tem em dois anos mais de 18.250 milhas em solitário, sendo que só a ida a Trindade que foi feito com as velas do meu barco da primeira travessia do Atlântico.

Obrigada,
Bons ventos.


Bel.”



A Izabel continuará contando com o prestígio da  ONIXSAT Telecom (rastreamento via satélite - login voltaaomundo e a senha onixsat) toda vez que participar de outros eventos, inclusive de sua volta ao mundo que acontecerá em breve.

Esta viagem é patrocinada pela CONSTRUFLAMA, CHURRASQUEIRAS E LAREIRAS, e tem apoio da MARINA PORTO IMPERIAL, HOLT-NAUTOS, INTERNACIONAL TINTAS, NOB MULTISPORTS, LA FILLE, POUSADA CORSÁRIO (Paraty, Búzios) e será toda monitorada pela ONIXSAT.

 


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