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CURIOSIDADES SOBRE O MEIO AMBIENTE
Fórum do Boteco1
23 de Abril de 2017, 14:45:36 *
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Notícias:

Segundo os dicionários, Fórum é um substantivo masculino (do latim Forum) e significa reunião ou local de reunião sobre tema específico ou para debate público; seminário; congresso; encontro.

Pois está inaugurado o Fórum do Boteco 1, um ponto de encontro onde vamos discutir a vela e todos os esportes náuticos, aquáticos e subaquáticos, não poluentes, ou seja, sem motor. Aqui, vamos falar, analisar e dar pitacos sobre as grandes competições, o desempenho dos atletas brasileiros, inovações tecnológicas, os caminhos para tornar o esporte mais popular, técnicas e equipamentos, construção naval, legislação, patrocínios etc. etc. etc. Enfim, é assunto que não acaba mais. Tem até o Cantinho do Jacoby, com as receitas que deixam todos os botequeiros com água na boca...

Usar o Fórum é simples, principalmente para quem já conhece o Sailing Anarchy ou o fórum da Revista Náutica. Ainda assim, em caso de dúvidas, é só usar o menu de ajuda, logo aqui em abaixo desta notícia.

Mas vale lembrar que, como tudo no Boteco 1, o Fórum só funciona com a participação de todos. Mais uma vez, sejam bem vindos e aproveitem.

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Autor Tópico: CURIOSIDADES SOBRE O MEIO AMBIENTE  (Lida 107271 vezes)
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« em: 25 de Setembro de 2006, 20:54:34 »

Diariamente vou adicionando informações e curiosidades sobre o meio ambiente.

"Lesmas são da turma do vira, vira, vira, virooooooooooou”.
- Coloque cerveja em uma lata e enterre no jardim (sem cobrir a boca da lata, né??!!). As lesmas que são invertebradas "bebuns" vão mergulhar na cerveja e deixar suas plantinhas em paz.
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« Responder #1 em: 26 de Setembro de 2006, 07:41:11 »

“Estima-se que 80% do Estado de São Paulo esteja sofrendo processos erosivos acima dos limites toleráveis causando perda de194 milhões de toneladas de terra por ano, sendo que até 45 milhões de toneladas/ano chegam aos mananciais na forma de assoriamento.”
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« Responder #2 em: 26 de Setembro de 2006, 10:13:37 »

R1,

O que vai dar de marmanjo rastejando no jardim atraz de cerveja... Grin Grin

Não é só em São paulo o assoriamento de rios, arroios....a gente le que é no Brasil inteiro.....enquanto o desmatamento não for controlado, só tende a piorar.... Triste Triste Triste

Um abraço no amigo.......belo tópico......continue....
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« Responder #3 em: 26 de Setembro de 2006, 15:39:41 »

"Todos animais nascem iguais diante da vida e têm o mesmo direito à existência”.

Declaração Universal dos Direitos dos Animais – Resolução aprovada pela ONU
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« Responder #4 em: 26 de Setembro de 2006, 15:42:49 »

Jacoby
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Na tua região de S.Leopoldo onde há vários rios que estão virando riacho, esta é a realidade e a proporção dita par S.Paulo vale para todo Brasil.
Um abraço Tchê.
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« Responder #5 em: 26 de Setembro de 2006, 18:10:38 »

R1,

Aqui, temos o Rio dos Sinos, mas felizmente já estamos com projétos de plantio de arvores nativas em suas margens, conscientização das pessoas, principalmente crianças de escolas.

Vou abrir um tópico novo sobre o Martim Pescador....
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« Responder #6 em: 27 de Setembro de 2006, 15:09:34 »

“Desde 04/08/2000à meados de junho de 2001, foram doadas 437.767 árvores nativas da Mata Atlântica através do projeto clickarvore.”
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« Responder #7 em: 28 de Setembro de 2006, 09:18:21 »

Oikos + logia = Ecologia
.
Oikos é casa e logia é estudo, em grego. Ecologia é o estudo do lugar onde a gente vive. Esta palavra foi criada pelo biólogo alemão Ernest Heinrch Haeckel, em 1866. Mas Teofrasto, um estudioso grego, já tinha se tocado no sentido ecológico há 1.600 anos atrás.
Se as pessoas tivessem levado o Teofrasto a sério, talvez o biólogo alemão nem precisasse inventar essa palavra
.
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« Responder #8 em: 30 de Setembro de 2006, 12:21:47 »

“Em 1500, a área da Mata Atlântica correspondia a aproximadamente 1,3 milhão de Km², ou seja, a 15% do território nacional. Em 1990, o bioma foi reduzido para 91,4 mil Km², 1,06% da área total do país”
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« Responder #9 em: 30 de Setembro de 2006, 12:27:58 »

“Uma área de Mata Atlântica correspondente a um campo de futebol é destruída a cada quatro minutos.
Entre 1985 a 1990, a média de devastação foi de 420 campos de futebo/dia.
Já entre 1990 a 1995, esse número baixou para 390 campos de futebo/dia.”

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« Responder #10 em: 05 de Outubro de 2006, 09:12:01 »

Cuidado!
Piranhas malditas, carnívoras e vorazes(socoooooorrrrrro!!!) estão se espalhando pelos rios. Sai dessa, nada a ver !!!
Todos os seres têm a sua função na natureza.
Aconteceu que, com as mudanças devastadoras que estão fazendo nos rios, elas estão infestando as águas e comendo ou outros peixes.
É aquele papo de cadeia alimentar, lembra?? Faltam os jacarés que viraram bolsas.....

“Quando o machado entrou na floresta, as árvores disseram: - O cabo é dos nossos!”
(Provérbio Turco)

“Há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida”
(Provérbio Chinês)

“Há pessoas que pensam que estar em harmonia coma a Natureza é viver como se vivia 500 anos atrás. Mas não é por aí.
O progresso gerou um montão de coisas confortáveis, e isso é bom demais. O drama é que ninguém se preocupou se essas coisas iam consumir recursos naturais, e provocar a poluição. Agora, a tal tecnologia tem mais é que repensar o que foi feito, e arrumar um jeito de consertar o que foi estragado. Isso é possível, só que é urgente”.
===
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« Responder #11 em: 10 de Outubro de 2006, 21:21:55 »

.
“Só depois que a última árvore for derrubada, o último peixe for morto, o último rio envenenado, os homens irão perceber que dinheiro não se come”
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« Responder #12 em: 13 de Outubro de 2006, 13:35:23 »

“O Vale do Ribeira abriga a maior parcela contínua da mata Atlântica do país. Apesar disso,a riqueza biológica dessa área tem sido constantemente ameaçada pela exploração predatória de seus recursos naturais.”
==========
“Na maioria das vezes um pepino é apenas um pepino”
(Freud)
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« Responder #13 em: 29 de Outubro de 2006, 09:29:02 »

Índios
Cacique do Brasil 
Megaron, o poderoso líder dos caiapós, é
recebido em palácios dentro e fora do País
na luta para preservar suas terras. Mas a
globalização não minou a solidariedade. Foi
peça-chave para que as vítimas do acidente
com o avião da Gol pudessem ser resgatadas
 
Por Hugo Marques (MT)

Um olhar menos apurado pode esbarrar na miopia e só enxergar o bravo Megaron como mais um cacique que pinta o corpo para a guerra e se integra à natureza exuberante do Xingu do mesmo jeitinho que veio ao mundo. Megaron tem mostrado que faz jus à tradução de seu nome e é, de fato um “Espírito Grande”. O poderoso líder dos caiapós administra uma reserva natural de 8,5 milhões de hectares, o equivalente a três Bélgicas. O imenso território corta os Estados do Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Como se não bastasse, é banhado por veios de ouro e florestas intactas de mogno. Megaron é um guerreiro que luta pela preservação das áreas de seu povo. Nessa batalha, ele não abre mão da tecnologia de ponta, como câmeras digitais, modernos notebooks e celulares. Sem esses equipamentos seria impossível manter uma linha direta com as assessorias do imperador do Japão e dos presidentes da França e dos Estados Unidos, que financiam projetos nas aldeias da região, uma área habitada por quatro mil guerreiros que adoram colecionar armas e detestam ONGs.

Aos 56 anos, Megaron conhece 50 países. É ele o sucessor de seu lendário tio Raoni, o “Onça Sábia”, que tem 80 anos, segundo cálculos feitos com base
no desgaste do terceiro molar. O perfil globalizado de Megaron não o impede de exercer seu lado mais nobre: ser um índio. Descalço e com o corpo pintado, o cacique contrariou os militares ao entrar, junto com seus comandados, na mata
que conhece como ninguém para ajudar a resgatar os restos mortais das vítimas
do acidente com o Boeing da Gol. O jato espatifou-se em suas terras, que servem
até hoje de cemitério para três centenas de garimpeiros e madeireiros que se
atreveram a invadi-la.

Megaron, 86 quilos de músculos distribuídos por 1,78 m de altura, também coloriu o corpo de preto e vermelho para outra batalha: a que trava no governo para impedir a exploração de madeira e minérios nas aldeias. “Não vou aceitar que invadam nossa terra”, adverte o guerreiro. No dia 18 de agosto, Megaron e o tio Raoni tiveram audiência com a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie. Entregaram a ela uma “carta-denúncia” contra a Funai. Raoni narrou uma série de “irregularidades”, cometidas “em detrimento da sociedade indígena”. O velho cacique diz ter sido vítima de tentativa de envenenamento pela cúpula da Funai. Ele pediu à ministra mais controle sobre a ação das mineradoras e madeireiras. Megaron, no entanto, já tinha enviado à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, no início do governo, um alerta sobre a venda de madeira apreendida nas aldeias sem edital, o que causou “sérios conflitos entre comunidades indígenas”. Já na denúncia apresentada ao STF, os caciques pediram a substituição da direção da Funai. E também denunciaram que os depoimentos de índios refugiados estão sendo omitidos em processos de demarcação de terras indígenas. Ellen Gracie ficou de encaminhar a denúncia ao Ministério Público Federal.

No conselho indígena dos caiapós, formado pelos anciãos, dizem que Megaron “saiu da aldeia para aprender a amansar os brancos”. Ele é administrador executivo regional da Funai em Colíder, em Mato Grosso, há dez anos. É nas reuniões com os conselhos indígenas que ele administra o Xingu. Megaron e Raoni viajaram pelo mundo em 1989, para recolher dinheiro e montar o Parque do Xingu, na companhia do cantor britânico Sting. O primeiro administrador do Parque foi Megaron. Agora, uma das primeiras iniciativas do governo ao saber da contrariedade dos caciques foi mobilizar a Agência Brasileira de Inteligência para monitorar os negócios com madeira nas reservas. Apesar da retaliação, Megaron é considerado pela cúpula do governo como uma peça importante para tentar administrar e pacificar a região. O cacique preserva 100% da integridade cultural dos caiapós. Come carne de macaco e jacutinga, anda nu quando está nas aldeias, se embrenha na floresta. Além disso, adquiriu grande poder de negociação. Somente 10% dos caiapós falam português. Desde adolescente, Megaron foi assistente do sertanista Orlando Villas Bôas. Nos contatos com tribos indígenas no Xingu, “Espírito Grande” ajudava na tradução das línguas e na interpretação do pensar de 14 aldeias, hoje unificadas. O sertanista ensinou Megaron a falar português, a negociar. E, principalmente, reagir: “O Orlando nos orientava que a gente tinha de se reunir e lutar, senão ficaríamos sem a nossa terra”, confirma o cacique Paiê Caiabi, amigo de Megaron.

 
Megaron enfrentou 350 km de terra
e buraco e mais quatro horas de barco para levar ajuda aos militares que trabalhavam no resgate das vítimas
do vôo 1907. Mas, segundo ele,
sua função não acabou. Vai levar familiares ao local do acidente a fim
de “libertar e dar paz aos espíritos
que estão perdidos na selva” 
Os antropólogos que acompanham os caiapós acham que o governo federal tem irritado muito os índios, construindo hidrelétricas em seus territórios. Outro problema que eles apontam é a falta de interlocução na esfera da cúpula federal. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu os caciques várias vezes. Ficava até duas horas ouvindo e contando histórias. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nunca recebeu Megaron no Palácio do Planalto. Acostumados a pisar nos tapetes vermelhos dos castelos europeus, os caciques vêem como desprestígio a falta de convite para subir a rampa do Planalto. “Os índios caiapós têm grande consciência política”, diz o doutor em antropologia José Borges Gonçalves Filho, aluno do etnólogo Pierre Verger e que está há 30 anos ao lado dos caiapós. “Eles têm uma auto-estima muito elevada”, atesta “Cabelo de Milho, como é chamado pelos índios por causa de seus cabelos loiros e lisos. Os índios do Xingu, explica o antropólogo, acreditam que o homem civilizado vai desaparecer, por ter quebrado a lógica do funcionamento do universo, abandonando a ecologia como sistema econômico e privilegiando o acúmulo de riquezas e o individualismo. “Os índios querem apenas se proteger do que eles consideram uma sociopatia”, diz José Borges.

O espírito de solidariedade e dor foi o que mobilizou Megaron e os seus quando ele recebeu a notícia da tragédia do vôo 1907 da Gol. Ele deixou os oito filhos na casa de madeira de dois quartos em Colíder, em Mato Grosso, para se embrenhar na mata, à procura dos corpos dos passageiros. O cacique Bep Jay, da aldeia Piaraçu, enviou mensagem pelo rádio na tarde da sexta-feira 29 de setembro. “Moricó (avião) grande caiu.” Megaron pegou um táxi aéreo, mas a Aeronáutica não permitiu que ele descesse em área próxima do acidente. O cacique voltou para Colíder. No sábado 30, às 20 horas, Megaron pediu um adiantamento em dinheiro e foi de carro ao local do acidente. Depois de percorrer 340 quilômetros, 240 deles de terra e buracos, chegou à aldeia Piaraçu na madrugada de domingo. Mais quatro horas de barco e uma longa caminhada na floresta, chegou ao local do acidente com 22 guerreiros.

Os índios ajudaram a fazer as clareiras que permitiram a descida dos helicópteros. Foram eles que localizaram restos mortais a meio quilômetro do local onde caiu a cabine do Boeing. “Fiquei impressionadíssimo com o trabalho dos índios”, disse o major bombeiro Alessando Mariano, de Mato Grosso. “Os caiapós foram também grandes peritos, com uma sensibilidade muito aflorada para estender as mãos.” Na terça-feira 10 de outubro, o cacique se preparava para desmontar acampamento. Mas oficiais da Aeronáutica receberam informações sobre uma invasão dos “ratos de rio”, saqueadores que roubam jóias e pertences das vítimas. Desta vez, os militares pediram colaboração. “Tinha gente querendo entrar. Nós não deixamos”, afirmou Megaron. O guerreiro ainda não deu a missão por encerrada. Ele vai levar parentes das vítimas da tragédia para um trabalho espiritual no local do acidente. “É estranho, mas é como se a gente continuasse ouvindo ecos de gritos no local da tragédia”, diz Armando Sócrates, assessor da Funai que participou da missão. “Há muitos espíritos perdidos naquele local da selva”, afirmou Megaron, para emendar: “O trabalho espiritual é para que as almas sejam libertadas e descansem.
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« Responder #14 em: 31 de Outubro de 2006, 13:21:36 »

“A quantidade de água existente no Planeta Terra: 1,6 bilhões de Km³,sendo: 97,3% é salgada e está nos mares e oceanos, 3% é água doce”

“ A água é um recurso finito e vulnerável. A água limpa sinaliza a vida.Se suja, a doença. Sem água não podemos viver”
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« Responder #15 em: 07 de Novembro de 2006, 07:09:58 »

Só complementando, dos 3% da áuga doce, 68,9% desse total estão em forma de gelo (principalmente nas calotas polares), 1,2% estão em rios, lagos e outros lugares que retêm água a céu aberto, e 29,9% são águas subterrâneas - então, só 1% da água doce está acessível ao homem. Portanto, do total de água disponível no mundo, apenas 0,007% do total está viável para consumo humano.

Bem, não posso deixar de parabenizar a atitude de líderes e povos indígenas como o mencionado, bem como a ação dos militares, é esse espírito de solidariedade que todos nós brasileiros (e seres humanos em geral) deveríamos ter.

Uma boa semana a todos.
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« Responder #16 em: 09 de Novembro de 2006, 11:57:32 »

Africana que recebeu Nobel sugere plantio de 1 bilhão de árvores

Publicada em O Globo - 08/11/2006 às 13h07m Reuters/Brasil Online Por Daniel Wallis

NAIRÓBI (Reuters) - A ambientalista Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, lançou um projeto na quarta-feira para que sejam plantadas 1 bilhão de árvores em todo o mundo como parte dos esforços de combate às mudanças climáticas e à pobreza.

A queniana Maathai, que se transformou, em 2004, na primeira mulher africana e na primeira ativista do meio ambiente a receber um Nobel da Paz, pediu às populações do mundo todo que plantem árvores para enfrentar o aquecimento da Terra e que assumam um compromisso de longo prazo na área.

``Qualquer um consegue cavar um buraco, colocar uma árvore nesse buraco e aguá-la. E todos podem garantir que a árvore plantada sobreviva'', afirmou ela durante um encontro da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as mudanças climáticas. A reunião acontece em Nairóbi, capital do Quênia.

``Há 6 bilhões de pessoas no planeta, e esse número está aumentando. Então, mesmo que apenas um sexto de nós plantemos uma árvore, vamos atingir a meta (no próximo ano)'', disse a repórteres.

Maathai, 66, transformou-se na ambientalista africana mais conhecida do mundo depois de o Movimento Cinturão Verde, comandado por ela, ter plantado cerca de 30 milhões de árvores na África para diminuir o ritmo do desflorestamento e da erosão.

O trabalho dela foi elogiado pelo comitê do Nobel e classificado como um avanço no combate à miséria e nos esforços para solucionar conflitos em torno de materiais de construção e de madeira.

VITÓRIA DOS CIDADÃOS

Cerca de 190 países estão reunidos em Nairóbi para discutir as opções na busca por um acordo internacional de combate às mudanças climáticas, um fenômeno que, segundo ambientalistas, vem piorando devido ao ritmo acelerado do desmatamento em todo o mundo.

Achim Steiner, chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep), afirmou que a discussão realizada pelos delegados presentes na capital queniana era importante, mas que também eram difíceis de serem acompanhadas pelas pessoas comuns.

``Ao mesmo tempo, porém, enquanto os governos negociam, os cidadãos podem agir'', afirmou. ``Plantar árvores é uma proposição que só traz vantagem. E há poucas propostas do tipo no mundo de hoje.''

Segundo Steiner, plantar 1 bilhão de árvores significaria tirar da atmosfera até 250 milhões de toneladas de dióxido de carbono, um dos gases do efeito estufa.

``Esse seria um gesto mais eficiente do que qualquer relatório que pudéssemos produzir ou qualquer declaração que pudéssemos fazer'', disse. A ONU encorajou a proposta, mas não ofereceu dinheiro para a realização dela.

A fim de receber conselhos sobre o tipo de árvore a ser plantada em cada tipo de ambiente, o cientista Tony Simons disse que as pessoas poderiam consultar mapas interativos com várias informações transcritas em muitas línguas no site www.worldagroforestry.org.

Cerca de 13 milhões de hectares de floresta são derrubados todos os anos, a maior parte na África e na América do Sul. Segundo Simons, se o processo continuar avançando, as consequências serão funestas para todo o mundo.

``Se alguém coloca a cabeça dentro de um saco plástico e respira ali cinco vezes poderá sentir o que a concentração de dióxido de carbonos na atmosfera significará dentro de 50 anos se não começarmos a plantar mais árvores'', afirmou Simons.

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« Responder #17 em: 11 de Novembro de 2006, 12:39:17 »

Dezoito Florestas Nacionais – categoria de unidades de conservação de uso sustentável administradas pelo IBAMA, foram responsáveis por uma arrecadação de R$ 4.794.766,40 milhões em 2001, provenientes da exploração manejada de Pinus, Araucária, e de outros recursos naturais renováveis.
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« Responder #18 em: 16 de Novembro de 2006, 18:49:56 »

.
...  Graaaaaaaande R1 Wink

Tenho acompanhado este tópico e digo que,  a humanidade deveria se preocupar e muuuuuuito com o nosso Ecossistema ...  Wink
Um Grande Abraço  Contente
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« Responder #19 em: 21 de Novembro de 2006, 09:12:20 »

Ano 2070.

Acabo de completar 50 anos, mas a minha aparência é de alguém de 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo pouca água. Creio que me resta pouco tempo.

Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade. Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques. As casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro por aproximadamente uma hora.
Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele.

Antes, todas as mulheres mostravam as suas formosas cabeleiras.
Agora, raspamos a cabeça para mantê-la limpa sem água.

Antes, meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira.
Hoje os meninos não acreditam que utilizávamos a água dessa forma.

Recordo que havia muitos anúncios que diziam para CUIDAR DA ÁGUA, só que ninguém lhes dava atenção. Pensávamos que a água jamais poderia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aqüíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.

Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.

As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.

A indústria está paralisada e o desemprego é dramático.

As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam os empregados com água potável em vez de salário.

Os assaltos por um litro de água são comuns nas ruas desertas.

A comida é 80% sintética.

Antes, a quantidade de água indicada como ideal para se beber era oito copos por dia, por pessoa adulta.
Hoje só posso beber meio copo.

A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo.

Tivemos que voltar a usar as fossas sépticas como no século passado porque a rede de esgoto não funciona mais por falta de água.

A aparência da população é horrorosa: corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a camada de ozônio que os filtrava na atmosfera. Com o ressecamento da pele, uma jovem de 20 anos parece ter 40.
Os cientistas investigam, mas não há solução possível.
Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado por falta de árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.

Alterou-se a morfologia dos gametas de muitos indivíduos. Como conseqüência, há muitas crianças com insuficiências, mutações e deformações.

O governo até nos cobra pelo ar que respiramos: 137 m3 por dia por habitante adulto.
Quem não pode pagar é retirado das 'zonas ventiladas', que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar. Não são de boa qualidade, mas se pode respirar.

A idade média é de 35 anos.

Em alguns países restam manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército.
A água tornou-se um tesouro muito cobiçado, mais do que o ouro ou os diamantes.

Aqui não há árvores porque quase nunca chove. E quando chega a ocorrer uma precipitação, é de chuva ácida.

As estações do ano foram severamente transformadas pelas provas atômicas e pela poluição das indústrias do século XX.
Advertiam que era preciso cuidar do meio ambiente, mas ninguém fez caso.

Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem, descrevo o quão bonito eram os bosques. Falo da chuva e das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse. O quanto nós éramos saudáveis!
Ela pergunta-me: - Papai! Por que a água acabou?
Então, sinto um nó na garganta!
Não posso deixar de me sentir culpado porque pertenço à geração que acabou de destruir o meio ambiente, sem prestar atenção a tantos avisos. Agora, nossos filhos pagam um alto preço...

Sinceramente, creio que a vida na Terra já não será possível dentro de muito pouco tempo porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto...
...enquanto ainda era possível fazer algo para salvar o nosso planeta Terra!
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« Responder #20 em: 21 de Novembro de 2006, 17:49:51 »

.
....   R1  Wink

Belo tema .....  vamos  conscientizar ....  é  isso aí... !!!

Um abraço
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« Responder #21 em: 24 de Novembro de 2006, 09:15:49 »

Pois é, tomará que isso não seja o futuro de nossos filhos e até os nossos, ainda há esperança!
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« Responder #22 em: 24 de Novembro de 2006, 14:53:53 »

Se conseguirmos logo, fazer com a água aquilo que ainda não foi feito com o lixo, temos possíbilidades de fazer com que ela não falte no futuro.
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« Responder #23 em: 01 de Dezembro de 2006, 05:23:42 »

Prezado (a) leitor (a),

Pedimos licença para enviar esta edição especial do boletim Ecos da Mata para informá-los sobre uma grande vitória: a aprovação do Projeto de Lei da Mata Atlântica. Confira abaixo os detalhes e comemore conosco, afinal esta vitória também é sua.

Equipe SOS Mata Atlântica

CÂMARA DOS DEPUTADOS APROVA PROJETO DE LEI DA MATA ATLÂNTICA

Depois de 14 anos em tramitação, o Projeto de Lei da Mata Atlântica (PL 3285/92, apresentado pelo ex-deputado federal Fabio Feldmann) foi aprovado ontem (29 de novembro) pela Câmara dos Deputados. Agora, o texto segue para sanção do presidente Luís Inácio Lula da Silva, apoiado em um forte acordo firmado pelas lideranças dos partidos pela aprovação e posterior implantação da lei que regulamenta o uso e proteção das áreas deste bioma que já foi 93% devastado.

“Felizmente temos em mãos um projeto muito atual e moderno”, avalia Mario Mantovani, diretor de mobilização da Fundação SOS Mata Atlântica. “Durante estes anos, o PL foi sendo atualizado por leis como as de Crimes Ambientais, dos resíduos sólidos e dos recursos hídricos. Questões como a dos estágios sucessionais já foram regulamentadas em 16 Estados, em conselhos estaduais e no Conselho Nacional de Meio Ambiente.”

“A aprovação do Projeto de Lei é fundamental e com ela o Congresso brasileiro paga uma dívida que começou em 1988 com a Constituição Federal”, analisa Fabio Feldmann, autor do projeto, um dos fundadores da SOS Mata Atlântica e atual secretário-geral do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas. “Com a aprovação deixam de existir dúvidas sobre o que é e qual a extensão da Mata Atlântica e se assegura a proteção dos remanescentes. Hoje, muitos empreendimentos imobiliários colocam como atrativo o fato de estarem na Mata Atlântica, a mídia cobre vastamente as iniciativas no bioma, qualquer estudante sabe o que é Mata Atlântica e ainda assim passamos por 14 anos de enormes resistências”.

Mantovani ressalta o papel do ex-deputado Fabio Feldmann que em 1992 “teve a coragem de apresentar este projeto em contraponto ao Decreto 750, quando o desmatamento estava sem controle”. “A ministra Marina Silva e vários deputados, como Luciano Zica, Fernando Gabeira e o relator Edson Duarte se envolveram pessoalmente para que esta vitória fosse possível”, afirma. “Tivemos uma intensa participação da sociedade em todas as etapas do Projeto, com forte mobilização, o que demonstra a legitimidade desta vitória”. Entre os avanços que o Projeto de Lei da Mata Atlântica traz estão a criação de um fundo de restauração, a redução de impostos, a facilidade de acesso a linhas de crédito para proprietários de terras com áreas preservadas e, principalmente, a proteção e a conservação do bioma.

Histórico do PL da Mata Atlântica:

Outubro de 1992: o deputado federal Fabio Feldmann (SP) apresenta à Câmara dos Deputados o PL nº 3.285, que trata da utilização e da proteção da Mata Atlântica, com apenas 12 artigos.

Fevereiro de 1993: é encaminhada à Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias (CDCMAM), única comissão de mérito indicada para se pronunciar sobre o assunto. A deputado Rita Camata (ES) é indicada relatora da Comissão. Porém, a matéria fica sem ser apreciada até o fim da legislatura 1991-1994, quando é arquivada.

Fevereiro de 1995: reeleito deputado por São Paulo, Fabio Feldmann solicita o desarquivamento do PL nº 3.285/92, que passa a ser o texto principal sobre o tema no âmbito da Câmara dos Deputados.

Fevereiro de 1995: a fim de restringir o alcance do Decreto nº 750/93 – então o mais eficaz instrumento legal de proteção à Mata Atlântica – o deputado Hugo Biehl (SC) apresenta o PL nº 69/95, por meio do qual limita a abrangência da Mata Atlântica ao domínio da floresta ombrófila densa e às formações pioneiras com influência marinha (restingas) e com influência fluviomarinha. O PL nº 69/95 é anexado ao PL nº 3.285/92.

Março de 1995: o texto é encaminhado à Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias (CDCMAM) e tem como relator o deputado Wilson Branco.

Junho de 1995: apresentado o PL nº 635/95, de autoria do deputado Rivaldo Macari (SC), que exclui dos limites da Mata Atlântica as florestas ombrófilas mistas, ou florestas de araucária, uma das mais ameaçadas no País. É também anexado ao PL nº 3.285/92.

Agosto de 1995: a CDCMAM aprova a proposta de seu relator, deputado Wilson Branco, com o acréscimo de nove emendas ao PL original. São rejeitadas integralmente as teses contidas nos PLs nº 69/95 e nº 635/95, dos deputados Hugo Biehl e Rivaldo Macari. Coordenada pelos deputados Fabio Feldmann e Sarney Filho (MA), presidente da comissão, a aprovação suscita reação furiosa de madeireiros e ruralistas.

Setembro de 1995: inconformado com a aprovação do PL na CDCMAM, os deputados Paulo Bornhausen (SC) e José Carlos Aleluia conseguem que o PL seja enviado à Comissão de Minas e Energia (CME), impedindo que a matéria seguisse para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Em sua justificativa, Bornhausen, que assume a relatoria do PL na CME, afirma que o texto aprovado na CDCMAM afeta a geração e o consumo de energia, uma vez que restringe a produção de lenha.

Outubro de 1997: no dia 22, a CME aprova o substitutivo ao PL nº 3.285/92, de autoria do deputado Paulo Bornhausen. Os deputados Luciano Zica (SP) e Octávio Elísio (MG) apresentam voto em separado, alegando que o substitutivo “subverte os propósitos do PL 3285/92, vale dizer, ao invés de proteger a Mata Atlântica, vai permitir a destruição dos exíguos remanescentes dessa floresta”. No mesmo dia, o deputado Luciano Zica apresenta recurso à presidência da Câmara dos Deputados, solicitando a rejeição do substitutivo, sob a justificativa de ter havido desrespeito ao Regimento Interno da casa, já que a Comissão abordou questões que não eram de sua competência. A armação é denunciada também em plenário pelos deputados Zica e Octávio Elísio. Na mesma sessão, o relator do substitutivo, Paulo Bornhausen, reconhece o equívoco do procedimento por ele conduzido na Comissão.

Novembro de 1997: o presidente da Câmara, Michel Temer decide em favor do recurso apresentando pelo deputado Luciano Zica, sob o argumento de que a Comissão de Minas e Energia “extrapolou os limites regimentais de sua competência” ao aprovar o substitutivo do deputado Paulo Bornhausen. A matéria é devolvida à CME, com a orientação de que seu parecer seja reformulado.

Dezembro de 1997: um acordo entre líderes partidários resulta em uma proposta que é enviada para votação no plenário da Câmara dos Deputados em regime de urgência. Porém, diante do temor de ambientalistas quanto aos possíveis efeitos de algumas das mudanças promovidas no âmbito dessa negociação, a proposta é retirada da pauta.

Junho de 1998: o deputado Odelmo Leão, da bancada ruralista, solicita a inclusão da Comissão de Agricultura e Política Rural entre as comissões habilitadas a apreciar a matéria; seu pedido é negado.

Fevereiro de 1999: com o fim da legislatura 1995-98, o PL nº 3.285/92 é arquivado. Fabio Feldmann não se reelege e o deputado Jaques Wagner (BA) apresenta um novo texto sobre o tema, tomando como base a proposta negociada no final de 1997, que recebe o nº 285/99. No mesmo mês, porém, uma nova interpretação do Regimento Interno da Casa permite o desarquivamento do PL nº 3.285/92, a fim de restabelecer a tramitação de um dos projetos a ele anexados.

Junho de 1999: os ruralistas solicitam, pela segunda vez, a inclusão da Comissão de Agricultura e Política Rural entre aquelas habilitadas a emitir parecer sobre o PL nº 285/99. A solicitação, que tinha como objetivo alterar pontos que contrariavam os interesses do setor rural, especialmente os limites do domínio da Mata Atlântica, é novamente negada.

Agosto de 1999: a Comissão de Minas e Energia (CME) decide pela “incompetência para se pronunciar sobre o PL nº 3.285/92”.

Dezembro de 1999: após meses de debate e de pressão da sociedade civil, a Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias aprova o substitutivo do deputado paranaense Luciano Pizzatto ao PL nº 285/99 do deputado Jaques Wagner. O texto aprovado, com 66 artigos, tenta superar o conflito em torno da configuração geográfica da Mata Atlântica adotando o conceito de “Ecossistemas Atlânticos”, sob o qual mantém a descrição contida no texto original. O substitutivo aparece dividido em seis títulos, um dos quais (Título IV) defende que o Poder Público “estimulará, com incentivos econômicos, a proteção e o uso sustentável dos Ecossistemas Atlânticos”, o que suscitará um novo front de oposição ao projeto.

Abril de 2000: o substitutivo ao PL nº 285/99 é anexado ao PL nº 3.285/92, que reassume seu estatuto de texto principal. Com isso, a proposta do então deputado Fabio Feldmann passa a ter três PLs anexados – além do substitutivo, os PLs nº 69 e nº 635.

Maio de 2001: o relator da matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), Fernando Coruja (SC), assina parecer no qual considera o PL nº 3.285/92 “inconstitucional” por “invadir a seara normativa do Presidente da República ao atribuir uma série de competências a órgãos e entidades integrantes da estrutura do Poder Executivo”. Porém, decide pela “constitucionalidade, juridicidade e boa técnica” do substitutivo ao PL nº 285/99, ao qual propõe modificações por meio de subemenda substitutiva, e dos PLs nº 69 e nº 635. Curiosamente, as mudanças do relator ao PL nº 285 apresentam problemas de redação, que interferem no mérito da proposta.

Maio de 2002: a CCJ aprova proposta do deputado Inaldo Leitão que dá nova redação ao parecer pelo deputado Fernando Coruja, corrigindo os problemas anteriormente identificados.

Junho de 2002: um novo acordo de lideranças permite levar os PLs à votação no plenário da Câmara. Porém, um requerimento da bancada ruralista acaba por retirá-lo da pauta. Na ocasião, circulam informações de que a área econômica do governo também tinha restrições ao capítulo que trata dos incentivos econômicos para a proteção da Mata Atlântica, que desrespeitaria a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Fevereiro de 2003: o PL nº 285/99 é, mais uma vez, incluído na pauta de votação do plenário da Câmara dos Deputados. Porém, resulta em nova retirada do texto da pauta, já que o governo recém-empossado ainda não havia apreciado a matéria.

Março 2003: um acordo entre a liderança do PT na Câmara, o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Fazenda resulta em parecer favorável, por parte do governo federal, à aprovação do PL da Mata Atlântica. O texto aguarda nova oportunidade para ser incluído na pauta de votação da Casa.

Dezembro de 2003: Finalmente o projeto é aprovado na Câmara dos Deputados.

Fevereiro de 2006: O projeto é aprovado no Senado Federal, com emendas, o que significa que deve voltar para a Câmara.

2006: aprovação das emendas na Câmara.

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« Responder #24 em: 04 de Dezembro de 2006, 10:42:32 »

Se plantas de uma mesma espécie variam entre si apenas em função da altitude, é possível imaginar o que a diferença de pluviosidade, temperatura, fertilidade dos solos, relevo, iluminação e umidade, entre muitas outras, gera em termos de diversidade de flora, fauna e microorganismos.
A Mata Atlântica está presente tanto na região litorânea como nos planaltos e serras do interior, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Ao longo de todo sua extensão, apresenta uma variedade de formações que incluem florestas, restingas, mangues, florestas de altitude, praias, dunas,entre outros.
Assim, a Mata Atlântica está entre as florestas mais ricas do mundo em biodiversidade e também em endemismo, caso em que espécies ocorrem em apenas um ambiente. Na realidade suas espécies evoluíram de forma tão única que quatro entre dez de suas espécies de plantas existem apenas neste bioma.
Além disso, está também entre as florestas mais ameaçados do mundo, já tendo perdido 93% de sua cobertura original. Não é de se surpreender que a Conservation International, ao definir os 25 principais “hotspots” – ambientes mais ricos e mais ameaçados do planeta -, tenha colocado a Mata Atlântica entre os 5 principais.
« Última modificação: 07 de Dezembro de 2006, 15:14:44 por Armando Faria » Registado
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« Responder #25 em: 13 de Dezembro de 2006, 10:43:35 »

Eu vi no site do Click Árvore que haverá uma palestra nessa quinta às 20hs como  mesmo título do livro do Feldman (inclusive é ele quem dará a palestra), "A Mata Atlântica é aqui". Só que não diz onde será a palestra.
Alguém faz idéia?
Se tiverem a informação me avisem.
AGUARDO!!!
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« Responder #26 em: 18 de Dezembro de 2006, 08:15:32 »

Quando ligamos a torneira, dificilmente associamos que a nossa água provem de bacias hidrográficas protegidas e recarregadas pelas florestas ao seu redor. Quando estudamos a História do Brasil, a expansão dos ciclos econômicos do café e do açúcar, não somos ensinados que a qualidade dos solos que proporcionaram a expansão de nossa economia fora preservada e melhorada por nossas florestas, que rapidamente removemos e substituímos por plantações e pastos, muitos dos quais estão hoje abandonados. Embora pouco conhecido, somos diariamente beneficiados pelos serviços que a floresta nos proporciona.

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« Responder #27 em: 19 de Dezembro de 2006, 07:07:55 »

Equilíbrio na Natureza
===============
Muitas espécies de plantas e animais dependem diretamente da existência das florestas para se abrigar, reproduzir ou alimentar. Da mesma forma, algumas plantas dependem diretamente de animais ou insetos específicos para poder se reproduzir. Neste complexo e delicado equilíbrio natural, a extinção de determinadas espécies compromete a existência de muitas outras.
Nas florestas tropicais, o equilíbrio provém principalmente da diversidade de espécies. Água abundante, luminosidade intensa e temperaturas altas e estáveis, além de uma variedade de ocupação animal e vegetal, conferem ao ecossistema da floresta complexas interações entre fauna, flora e elementos não vivos.

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« Responder #28 em: 19 de Dezembro de 2006, 08:04:43 »

R1,

Com esta história de mortandade de peixes aqui no Rio dos Sinos, agora a praga é mosquito.... Labios fechados Labios fechados  os mosquitos estão se reproduzindo numa velocidade espantosa....antes onde não se via falar em mosquito, agora esta um terror.... é que não tem peixe, não tem predador de larvas de mosquito..então..... Hein Hein

Um abraço....
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« Responder #29 em: 25 de Dezembro de 2006, 15:19:51 »

.
...  É  moçada.....  Triste

Vamos antenar .... !!!!  Triste Chocado

O homem destruindo o homem ....  Triste Zangado

Será que estou sendo mau em falar mais 20 anos Hein?? Hein

Um abraço a todos .....  Chorar Chorar
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« Responder #30 em: 29 de Dezembro de 2006, 08:46:38 »

Reação positiva
============

Ontem assisti, não na íntegra, a um documentário do National Geografic sobre o ano de 2006.

1)   Em julho de 2006 os Estados Unidos decretaram que em todo sua área de domínio marinho do Oceano  Pacifico, do México ao Canadá está proibida a pesca de arrastão de qualquer volume.
2)   Também no mesmo mês foi decretado que a área marinha do  Arquipélago do Havaí é região de preservação natural (intocável).
3)   Durante o período de vida de uma pessoa na terra, basta ele plantar 10 árvores que já é o suficiente para cobrir o seu custo com poluentes. Dez árvores por uma vida é muito pouco, vocês não acham?
4)   O estado da Califórnia firmou uma parceria com a Inglaterra para baixar o índice de poluentes, mesmo sendo os Estados Unidos não participantes do Tratado de Quioto.
5)   O grande agente de despoluição será o bio-combustível, da cana, milho, arroz e outros que representa atualmente só 1% do combustível consumido no mundo. O Brasil é um dos pioneiros com a cana.

Infelizmente, pesquisas demonstraram que a poluição gerada pela China, Estados Unidos, Europa e outras regiões, migram pelo mundo através de “nuvens marrons”. O “fog” de Los Angeles, tem uma grande parte de poluição vindo da China.

Na China, entram em circulação 1000 veículos por dia sem qualquer cuidado anti-poluição.

O crescimento da China será um fator preocupante contra poluição visto que lá todos os números saõ grandes.

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« Responder #31 em: 03 de Janeiro de 2007, 07:26:42 »

Salve, salve, pessoal!
Bons ventos a todos nesse 2007, que seja um ano maravilhoso!
Hoje saiu no site da USP (www.usp.br) uma notícia interessante a respeito do Sistema de Informações Biogegráficas dos Oceanos (OBIS), é que as informações passam a ser disponibilizadas em português em www.obissa.cria.org.br.
Quem quiser ver a notícia na integra, confira em http://noticias.usp.br/acontece/obterNoticia?codntc=14583&codnucjrn=1
Bons ventos a todos,

CarloVento
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« Responder #32 em: 09 de Janeiro de 2007, 17:22:21 »

CarloVento,

Que beleza de site, temos que valorizar estas noticias...

Um abraço.
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« Responder #33 em: 14 de Janeiro de 2007, 21:26:58 »

Temos noção da grandeza do incontável número de astros que com a Terra povoam o universo. Em semelhante dimensão sabemos que existem inúmeros seres vivos na Terra além de nós seres humanos, mas também aqui temos apenas uma vaga noção da grandeza deste número. Alguns falam que na Terra existem aproximadamente 10 milhões de espécies diferentes, já outros arriscam 50 milhões, mas conhecidas até hoje só são 1,5 milhão.
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« Responder #34 em: 16 de Janeiro de 2007, 06:52:03 »

Não é por acaso que as frutas são normalmente coloridas e saborosas. Várias delas dependem de animais herbívoros para dispersarem suas sementes. Estes as comem e, feita a digestão, defecam estas sementes já com um adubo natural. Todos saem ganhando : as plantas dispersam seus genes e, como “gratidão”, os animais ganham uma saborosa e nutritiva refeição.
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« Responder #35 em: 17 de Janeiro de 2007, 12:38:49 »

Além de importantes e dispendiosas etapas como o preparo da terra, o plantio e a manutenção, um reflorestamento bem sucedido depende também de uma distribuição equilibrada de espécies pioneiras e não pioneiras, e de uma boa dispersão das espécies de mudas.
As espécies pioneiras são as de crescimento rápido, desenvolvem-se a pleno sol e são menos exigentes quanto as características de fertilidade do solo. Estas são as primeiras a crescerem e fecharem um dossel (ou domo). Com melhores condições de sombra, umidade e terra, as espécies nobres, não-pioneiras, passam a se desenvolver. Com o passar do tempo, estas espécies nobres passam a ocupar o dossel sombreando as pioneiras, que, tendo comprido sua missão, eventualmente morrem, pois têm um ciclo de vida mais curto.
As espécies utilizadas no processo devem ser escolhidas de acordo com a área a ser reflorestada, privilegiando espécies de ocorrência regional, pois busca-se chegar o mais perto possível da composição original desta mata.

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« Responder #36 em: 18 de Janeiro de 2007, 05:02:49 »

BIO-PIRATARIA
A biopirataria consiste na apropriação indébita de material vivo, muitas vezes se aproveitando da sabedoria dos povos tradicionais sobre o uso de plantas, animais e localização da biodiversidade com a finalidade de explorá-los comercialmente, sem que a população local ou mesmo o país de origem do produto tenha algum direito sobre ele ou algum benefício financeiro.
Em muitos casos, grandes indústrias farmacêuticas financiam o tráfego ilegal de animais silvestres, ou mesmo montam verdadeiros laboratórios em meio às selvas brasileiras, onde princípios bioativos da fauna e flora brasileira são descobertos, levados para o exterior e patenteados por grandes corporações que os revendem ao país de origem como remédios.
Um bom exemplo é o chá de quebra-pedra (Phyllanthus sp.), que as comunidades tradicionais utilizam para fins diuréticos e problemas renais. Esta planta foi processada sinteticamente por um laboratório americano, revendida para o Brasil na forma de remédio industrializado e consumido pelos próprios brasileiros sem que o país ou a população esteja se beneficiando financeiramente.
Pesquisas indicam que a orientação de comunidades indígenas na busca por princípios bioativos em plantas silvestres aumenta em 400% as chances destas corporações em encontrarem os mesmos, o que não é de se espantar dado os milhares de anos de cultura onde estas tribos vem aprendendo os benefícios de ervas medicinais.

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« Responder #37 em: 19 de Janeiro de 2007, 08:34:22 »

ÁGUA
 
A água é um bem natural muito importante para a vida. É usada para consumo humano, irrigação, energia, navegação, pesca, uso industrial e lazer. Por muito tempo, ela foi considerada um recurso inesgotável e o desperdício era uma prática comum. Porém, atualmente já se verifica que a quantidade de água própria para beber está diminuindo por causa do aumento da população, da poluição e das alterações no clima.
De acordo com a ONU, atualmente 48 paises já estão sofrendo com a falta de água. 1,2 bilhões de pessoas vivem sem água potável. A previsão é que, em 2025, 40% da população mundial vai enfrentar este problema.
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« Responder #38 em: 21 de Janeiro de 2007, 10:35:53 »

O AQÜIFERO GUARANI
================
 O Aquífero Guarani é a principal reserva subterrânea de água doce da América do Sul e um dos maiores sistemas aquíferos do mundo, ocupando uma área total de 1,2 milhões de km² e estendendo-se pelo Brasil (840.000 Km²), Paraguai (58.500 Km²), Uruguai (58.500 Km²) e Argentina, (255.000 Km²), área equivalente aos territórios de Inglaterra, França e Espanha juntas. Sua maior ocorrência se dá em território brasileiro (2/3 da área total) abrangendo os Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Constitui-se em uma importante reserva estratégica para o abastecimento da população, para o desenvolvimento das atividades econômicas e do lazer. Sua recarga natural anual (principalmente pelas chuvas) é de 160 Km³/ano, sendo que desta, 40 Km³/ano constitui o potencial explorável sem riscos para o sistema aqüífero. As águas em geral são de boa qualidade para o abastecimento público e outros usos, sendo que em sua porção confinada, os poços têm cerca de 1.500 m de profundidade e podem produzir vazões superiores a 700 m³/h.
Porém, no estado de São Paulo mais de 1000 poços estão concentrados em uma área de aproximadamente 17.000 Km2, que também é a principal área de recarga do Aqüífero. Por se tratar de área de recarga, esta região é mais vulnerável a contaminação da água subterrânea e sobrexplotação do aqüífero com o conseqüente rebaixamento do lençol freático e o impacto nos corpos d'água superficiais.
 
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« Responder #39 em: 21 de Janeiro de 2007, 15:42:44 »

Valeu pelos posts, R1!!!

Sempre vou dar uma passadinha por aqui para aprender

Um abraço!
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« Responder #40 em: 24 de Janeiro de 2007, 05:20:40 »

A POLUIÇÃO
 
A poluição tem várias conseqüências negativas como a morte de animais, plantas e de todas as formas de vida do local afetado, ou pelo menos alterações na sua forma de vida e também a contaminação da população que é abastecida pelo local e de alimentos irrigados por estas águas. As principais formas de poluição são:
 
•  Despejo doméstico e industrial nos rios
•  Contaminação por fertilizantes e pesticidas agrícolas
•  Contaminação de lençóis freáticos por lixões e aterros
•  Mineração clandestina
 
Temos hoje 12.000 km 3 de água poluída no mundo.
A indústria no mundo lança por ano cerca de 500 milhões de toneladas de metais pesados, solventes e outros rejeitos. Medidas como tratar os esgotos e não jogar lixo em rios e lagos poderiam evitar a degradação da água.
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« Responder #41 em: 25 de Janeiro de 2007, 05:39:52 »

O USO SUSTENTÁVEL 
===============
Usar a água de forma sustentável é usá-la racionalmente, permitindo que todos tenham acesso agora e no futuro, evitando assim, o desperdício. Nas grandes cidades a perda de água chega a 45% !!!
Uma das formas de reaproveitar a água é a cisterna  - uma forma de armazenar as águas da chuva durante o período de seca. A cisterna é uma caixa que recolhe a água que cai no telhado, guardando-a por até oito meses. É normalmente utilizada na região semi-árida do Brasil, pois nesta área as chuvas são irregulares e evaporam facilmente. Pode ser uma alternativa para a população que já sofre o drama da falta de água.
Já existem iniciativas de administrações municipais para a reutilização da água na limpeza de vias públicas e irrigação de áreas verdes. A água usada vem de esgotos tratados ou de “piscininhas”, que funcionam como as cisternas na captação de água da chuva.
Outra questão muito importante para a preservação das águas nos córregos e rios é a mata ciliar .
As Matas Ciliares são florestas ou outros tipos de cobertura vegetal nativa, que margeiam rios, igarapés, lagos, minas, nascentes e outros, mesmo que sejam artificiais, construídos pelo homem.
Elas recebem esse nome, pois são tão importantes para a proteção de rios e lagos, quanto os cílios são para os olhos. Sua função é evitar erosões e assoreamentos, já que as arvores impedem que a chuva chegue direto ao rio, evitando as enxurradas e as raízes retêm o solo e outros materiais que também acabariam na água.
As matas ciliares mantêm as dimensões dos rios, impedindo sua morte. A proteção da mata também e essencial para a fauna local.
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« Responder #42 em: 26 de Janeiro de 2007, 06:39:46 »

LEGISLAÇÃO
========= 
A Lei 9.433, de 8 de janeiro de 1997, instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos e criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.
Essa lei prevê mais participação da população e instrumentos econômicos novos que permitam um uso sustentável da água.
 
O Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos é estruturado da seguinte forma:
•  Conselho Nacional de Recursos Hídricos
•  Conselhos de Recursos Hídricos dos Estados e dos Estados e do Distrito Federal
•  Comitês de Bacia Hidrográfica
•  Órgãos dos poderes públicos federais, estaduais e municipais cujas competências se relacionem com a gestão de recursos hídricos.
•  Agências de água
 
Gestão da água nos Estados
No estado de São Paulo a gestão da água é feita pelos Comitês de Bacia Hidrográfica (CBH), divididos em 21 áreas.
 
 Os Comitês são responsáveis pelo planejamento e gestão das águas de uma bacia. É, também, a principal forma de participação da sociedade civil, juntamente com os usuários e o poder público.
Sua função é definir as obras e ações necessárias para aproveitamento e controle da água da bacia, alem de definir os parâmetros das outorgas (documento que autoriza o usuário a usar água de um local, num período e para um fim determinado), as taxas cobradas pelo uso e o destino dos recursos arrecadados.
 
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« Responder #43 em: 28 de Janeiro de 2007, 09:20:54 »

Domingo, 28 de janeiro de 2007, 08h53  Atualizada às 09h58 
ONU dobra previsão de aumento da temperatura

O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU, previsto para ser divulgado no dia 2 de fevereiro, deve anunciar uma previsão de aumento na temperatura do planeta entre 2ºC e 4,5ºC acima das médias desde o período anterior à Revolução Industrial até o fim do século XXI. A probabilidade maior é de que a elevação seja de 3ºC.
» Aquecimento: relatório trará más notícias
» Greenpeace: Podemos perder o planeta
» Problema atinge mais os países pobres
» Especial sobre aquecimento global

Os valores são mais do que o dobro do previsto no último relatório, divulgado em 2001, quando o painel projetava um aquecimento de, no mínimo, 1,4ºC - o que já significava o maior aumento dos últimos 10 mil anos. A prévia do painel, que ainda será revisada por especialistas nos próximos dias, foi divulgada pela MetSul Meteorologia.

O ritmo de elevação da temperatura entre 2007 e o ano 2030 será provavelmente o dobro do século passado, conforme as análises. O painel acrescenta que o efeito do aquecimento pelos gases do efeito estufa aumentou 20% durante a década passada, o que representa a maior mudança observada em qualquer década nos últimos 200 anos.

Todos os continentes, exceto a Antártida, aqueceram na última metade de século com as maiores elevações da temperatura no Ártico do Canadá e em outras regiões próximas do pólo norte.

Criação

O painel foi criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, com o objetivo de apurar o risco de mudanças climáticas induzidas pelo homem.

Os relatórios são divulgados a cada cinco anos e elaborados, analisados e revisados por mais de dois mil cientistas e governos de 154 países.

O texto que será divulgado no começo de fevereiro corresponde à primeira parte do relatório, intitulado "Summary for Policy-Makers" ou Sumário para Formuladores de Política.

Redação Terra
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« Responder #44 em: 15 de Fevereiro de 2007, 10:04:14 »

ONU: em 20 anos, faltará água para 60% do mundo
David Willey

Dentro de 20 anos, uma proporção de dois terços da população do mundo deve enfrentar escassez de água, de acordo com a FAO, agência das Nações Unidas para agricultura e alimentação, sediada em Roma. Segundo a FAO, o consumo de água dobrou em relação ao crescimento populacional no último século.

» China se prepara para escassez de água

Pouco mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo já não têm acesso a água limpa suficiente para suprir suas necessidades básicas diárias, disse Pasquale Steduto, diretor da unidade de gerenciamento dos recursos hídricos da FAO. Segundo ele, mais de 2,5 bilhões não têm saneamento básico adequado.

Steduto pediu maior esforços nacionais e internacionais para proteger os recursos hídricos do planeta. A irrigação para cultivos agrícolas atualmente responde por mais de dois terços de toda a água retirada de lagos, rios e reservatórios subterrâneos.

Em várias partes do mundo, agricultores que tentam produzir alimentos suficientes e obter renda também enfrentam estiagens sistemáticas e crescente competição por água. O que os agricultores têm que fazer, diz a FAO, é armazenar mais água da chuva e reduzir o desperdício ao irrigar suas plantações.

"A comunidade global tem conhecimentos para lidar com a escassez de água. O que é necessário é agir", afirma a agência das Nações Unidas.

BBC Brasil

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« Responder #45 em: 06 de Maio de 2007, 23:23:16 »

"Dez Coisas A Fazer" foi o alerta lançado pelo Oceanário para ajudar a combater o aquecimento global:
 
01 - Mudar uma lâmpada - substituir uma lâmpada normal por uma lâmpada florescente poupa 68 kg de carbono por ano;

02 - Conduzir menos - caminhar, andar de bicicleta, partilhar o carro ou usar os transportes públicos com mais frequência. Poupará 0,5 kg de dióxido de carbono por cada 1,5 km que não  conduzir!

03 - Reciclar mais - pode poupar 1000 kg de dióxido de carbono por ano reciclando apenas metade do seu desperdício caseiro;

04 - Verificar os pneus - manter os pneus do carro devidamente calibrados pode melhorar o consumo de combustível em mais de 3 %. Cada 4 litros de combustível poupado retira 9 kg de dióxido de carbono da atmosfera!

05 - Usar menos água quente - aquecer a água consome imensa energia. Usar menos água quente instalando um chuveiro  de baixa pressão poupará 160 kg de CO2 por ano e lavar a roupa em água fria ou morna poupa 230 kg por ano;
 
06 - Evitar produtos com muita embalagem - pode poupar 545 kg de dióxido de carbono se reduzir o lixo em 10 %;

07 - Ajustar o termostato - acertar o termostato apenas dois graus para baixo no Inverno e dois graus para cima no Verão pode poupar cerca de 900 kg de dióxido de carbono por ano;

08 - Plantar uma árvore - uma única árvore  absorve uma tonelada de dióxido de carbono durante a sua vida;
 
09 - Seja parte da solução - aprenda mais e torne-se activo em  www.climatecrisis.net

10 - Espalhe a mensagem! - incentive os amigos a ver " Uma Verdade Inconveniente "

Antes de imprimir este documento, pense se é mesmo necessário. Para produzir 1 tonelada de papel são necessárias 10 a 20 árvores, 10 000 litros de água e 5 MWh de energia. Em  média, por ano, uma família gasta em papel o equivalente ao abate de seis árvores. A protecção do ambiente deve ser uma preocupação de todos nós.
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« Responder #46 em: 08 de Maio de 2007, 14:01:54 »

Grannnnnnde  R1

Belos tópicos......

Continue.......

Que estaremos aqui, lendo....

Um grande abraço,   e olha que o frio esta chegando...
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