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VOR Leg 5 - Auckland to Itajaí - "la grande finale" Imprimir E-mail
Por Trio LAG   
12 de abril de 2012

Foto: 	 IAN ROMAN/Volvo Ocean Race
Chegada espetacular, após 6.705 milhas naúticas

Como torcedor leigo semi-iniciante e que mal sabe diferenciar a barla da sota ou a proa da popa, resolvi correr o risco de comentar a chegada da quinta perna desta edição da Volvo Ocean Race.
Como torcedor leigo semi-iniciante e que mal sabe diferenciar a barla da sota ou a proa da popa, resolvi correr o risco de comentar a chegada da quinta perna desta edição da Volvo Ocean Race. Mas, antes de falar sobre o que importa, permito-me aqui fazer um comentário meio sarcástico, irônico, um tantinho ácido ou (quem sabe?) meio invejoso mesmo.

Que alguns “sulistas” são separatistas não é novidade e a história da nossa queridíssima e mais que zoneada terra brasilis confirma isso.  É verdade que o stopover em Itajaí, Santa Catarina, deixou os torcedores “cariocas” da VOR meio órfãos. Mas foi só uma dorzinha de cotovelo que não durou mais que uma brisa. Afinal, vamos combinar que entre tantas festas e bagunças nacionais,  internacionais e – por quê não? – interestelares pelos lados da Guanabara, mais uma menos uma...

“VOR no Rio nunca mais”, “...um show...”, “...mais torcedores do que em todas as paradas no Rio...” Muito ufanismo, né não? Dizem as más línguas que o Joca, quando viu “tanta” gente na Race Village, perguntou: “puxa, veio todo mundo?” Meus amigos, mais que queridos como todos sabem, aproveitem seus quinze minutinhos e depois... Não se esqueçam que semana que vem estaremos aí para invadir sua praia. Só estamos na dúvida se faremos uma entrée low profile (desculpem aí essa mistura de idiomas, mas é que é natural para quem leva uma vida cosmopolita) ou se levamos uma escola de samba... Qual vocês prefeririam?

Enfim, já falei demais. Passado o desabafo vamos ao lado técnico da disputa.

Essa última perna foi marcada pela absurda quantidade de quebras nos barquinhos e, dos seis que competem, só quatro devem chegar navegando – três deles depois de paradas para “reparos”. O quinto vai chegar de navio, pois a gambiarra feita no mar não deu para mais do que chegar ao Chile. E o sexto... Em protesto mais do que claro pela parada não acontecer pelas alturas do paralelo 23, Mike Sanderson (o velejador é botequeiro de alma, fé e camisa, e reconhece o Rio como sede do Boteco1) resolveu ir direto para Savannah (a desculpa oficial é que seu barquinho precisa de uma garibada, coisa leve como sabem...) de navio também e depois Miami.

Foto: Arquivo Boteco1  Foto: Rial

Em contatos sigilosos, descobrimos que o "louco" do Bouwe Bekking disse que a parada em Itajaí foi excelente. Confessou que, como não passaria pelo Rio, a VOR não teria graça e este ano aproveitou para descansar com a família. (Dizem as más línguas que o tal de Turbina acompanhou a decisão do BB).


Foto: IAN ROMAN/Volvo Ocean Race

Voltando... após a chegada com a disputa acirrada entre o Telefonica e o Puma, foram quatro dias de espera pelo Groupama. A coisa é tão séria no barco francês que eles pararam em Montevidéu para consertar ou melhorar, sei lá, o mastro de fortuna.

Quando chegar, se chegar, o Camper será o quarto. E, agora que já conseguiram contornar o Horn, devem conseguir. E parece que trazem algumas lembrancinhas de Puerto Montt, no Chile, onde encostaram no borracheiro. Aliás, a birosca de souvenires ganhou o ano. O barco dos sheiks, o Abu Dhabi, também encostou por ali. Como o caso era um tantinho mais grave, o Tião não arriscou fazer o remendo e os caras estão vindo de navio.

Aliás, bem que na na próxima edição deveriam mudar o stopover. Dizem por aí que essa tal Puerto Montt tem uma população maior que a de Itajaí e – o mais importante – mais hospitaleira.

Não posso esquecer de lembrar (que trocadalho do carilho, hein) que o Telefonica parou numa praia secreta pelos lados do Cabo Horn para reparar o casco. Lanternagem besta que só custou pouco mais de 400 milhas em relação ao Puma e ao Groupama. Daí que acompanhamos a mais impressionante recuperação que, dizem os entendidos (no bom sentido), tornou-se épica. Iker Martinez, num show de navegação, tirou essa diferença, encostou no Puma e, a dois dias da meta, deu início a um dos mais emocionantes match races que já assisti. Repito que sou iniciante!

Ken Read penso eu, só tinha uma chance já que sabidamente seu equipamento é, podemos dizer, menos eficiente que o espanhol e essa chance era “aceitar” o jogo. Deu certo e com uma diferença de 12 minutos e uns quebradinhos conseguiu a espetacular, magnífica, estrondosa vitória!!! Go Puma!!!

O nosso dinossauro da vela, o Ricardinho Amigo do Lodão, tem algumas táticas que são conhecidas daqueles que velejam na Guanabara. Uma delas, talvez a principal nas regatas é mais ou menos: “vamos navegar a nossa velejada e no final vamos p’ro pau”. Parece ser isso que o Ken Read fez. Poupou o equipamento toda a perna, foi o único que não quebrou, e – no finzinho – deixou o Martinez com a responsabilidade... Deu no que deu.

Semana que vem, lá pelo dia 18 (meu aniversário, não se esqueçam), começam a chegar à Floripa os primeiros botequeiros, isso se o Nio já não estiver lá com sua bicicleta. Aí sim Itajaí vai ter a oportunidade de ver o que é uma torcida. Quem viver verá!!!

Bons ventos,


Marcos Lobo
Armando Faria
Gustavo Sirelli
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