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Projeto Brasil1 - Uma reflexão Imprimir E-mail
Por Armando Faria   
20 de abril de 2012

Foto: ©Oskar Kihlborg/VOR
Inport Cape Town - logo do Boteco1?

Este texto foi escrito e publicado na Páscoa de 2006, logo após a largada da etapa Rio-Baltimore. Ferviam os rumores de que, apesar da falta de grana, o Brasil1 era um sucesso de público e mídia que poderia alavancar uma nova campanha, que não se concretizou.

Entretanto, o tema continua atual. A Brasil1 foi comprada pelo grupo ABC e, posteriormente, passou para a IMG World que se associou ao grupo EBX, formando a IMX.

Gostaria de ver um Brasil2 exitoso, que pudesse ser um exemplo de que o investimento na vela não é mecênico e sim comercial (não é só patrocinar, mas apostar mesmo, investir e – é claro - tirar proveito disso).

Vamos ao original de seis anos atrás, publicado no Sportmania:

O Projeto Brasil1 já deu certo independentemente do resultado. Temos 6 países representados e, a meu ver, dois deles merecem especial destaque:
 
O negativo - a Austrália que por falta de patrocínio, teve que abdicar de 3 etapas, depois de estar ameaçada de encerrar a sua participação quando chegou em casa.
 
O Positivo - o Brasil que, apesar de ser um país de terceiro mundo (depois de 30 anos, ainda "em desenvolvimento"), tem pessoas que conseguem planejar, e executar bem um projeto complexo como este, com um profissionalismo exemplar, apesar das restrições financeiras que todos sabemos que existem.

Parabéns Alan, Ênio e Torben, que capitanearam esta empreitada.
 
Discute-se a colocação que o Brasil1 possa alcançar. Claro que todos nós queremos ganhar. A tripulação, a equipe de terra, as famílias, os dirigentes e parocínadores, a torcida (que é muito maior que este blog), todos fazem a sua parte, da melhor forma.  Só temos que nos lembrar que do outro lado há equipes que também se prepararam.

Melhor? Pior? Não! Com certeza, cada um fez o máximo, e o melhor, dentro daquilo que sabia e/ou podia fazer. O que não foi feito e os erros cometidos fazem parte do aprendizado que, invariavelmente, todos estamos sujeitos no decorrer das atividades de nossas vidas.

O Brasil1 deu mostras de que a equipe tem muito potencial ainda a ser desenvolvido. Por outro lado, há áreas da equipe que foram e são referência, a logística é o exemplo maior.

Acredito que deveriamos discutir a pergunta do Mike Sanderson: 'Como um país com tantas medalhas olímpicas pode ter tão pouca tradição na vela?' 

Foto: ©Brasil1/VOR
Cape Horn

Já se discutiu o valor do projeto e o que seria possível fazer com esse investimento. Continuo acreditando que pesquisa e desenvolvimento seja o melhor caminho para se conquistar a independência tecnológica e respeitabilidade.

Já temos respeito na construção de lanchas de pequeno e grande porte, construindo embarcações de mais de 100'.

Agora conquistamos esse respeito nos veleiros de alta competição. Construir o Brasil1 em Indaiatuba-SP, com técnicos brasileiros, foi um passo gigatesco para a Industria Naval Brasileira. Já há notícias de que na próxima VOR poderemos ter, além de um projeto Brasilleiro (Brasil2?), o barco de uma equipe estrangeira contruido aqui.
 
Por tudo isso o projeto merece o nosso apoio como pessoas esclarecidas que somos.
Apoiar não é passar a mão na cabeça. Tratemos este projeto como se fosse um filho. Passamos a mão na cabeça e elogiamos quando merecem. Ralhamos, criticamos e alertamos quando vemos os erros.
 
Por isso Brasil1, conte conosco.

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